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Durante três dias, de 28 a 30 de julho, representantes da classe médica se reuniu em Brasília para discutir sobre os problemas enfrentados pela categoria durante o XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), evento organizado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM).
Formação do médico, fiscalização rigorosa das faculdades de medicina e o fechamento das escolas médicas que não têm condições de funcionar, a defesa intransigente dos programas de residência médica, com eficiência e competência, a convalidação de diplomas de médicos formados em outros países, foi o tema do primeiro dia de debates. No segundo dia matérias como defesa do salário mínimo profissional, a adoção da CBHPM e um plano de carreira de Estado se destacam entre as propostas dos médicos brasileiros sobre mercado e trabalho de remuneração. Encerrando a programação os debates no terceiro dia incluíram SUS (financiamento com destaque da regulamentação da emenda 29, subfinanciamento da saúde, relação entre o público e privado), políticas de Saúde e relação com a sociedade (relação com a mídia, com o judiciário e a participação dos médicos no controle social).
O SIMEGO foi representado pelo presidente, Leonardo Reis e também pelo Secretário do Trabalho, Eduardo Santana, que também é vice-presidente da FENAM.
Para o Presidente do SIMEGO, a integração das entidades médicas foi um fator fundamental no XII ENEM. "O encontro foi muito importante para as atualização e avanços nas lutas do movimento médico. Algo muito positivo foi a convergência de ações das três entidades nacionais (FENAM, CFM e AMB) e de suas afiliadas regionais, fator que traz mais força ao movimento médico como um todo", finalizou Reis.
Santana faz um balanço positivo do evento. "A formatação do evento deste ano permitiu que ele fosse construído nas bases do movimento médico com encontros regionais, estaduais que produziram a pauta do encontro nacional.. É lamentável que o tema ligado à gestão do sistema de saúde do país e da avaliação do processo de formação do médico, tiveram suas discussões postergadas para o final do semestre . Creio que eram temas muito importantes e o Enem precisava posicionar-se quanto a isso. A despeito dessa situação, foi possível esgotar a pauta restante com boas discussões, de qualidade, que organizam o movimento o movimento médico, qualificando suas ações e sua relação com a sociedade", analisou.
Os resultados de todas as discussões e debates do XII ENEM compuseram um documento (Carta de Brasília), que será recebido por médicos, sociedade em geral, autoridades e candidatos a cargos majoritários nas eleições de outubro deste ano (presidente, governador e senador) e proporcionais (deputados federal e estadual ou distrital).
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